Publicado por: TDM | 28 de agosto de 2014

Commerce no Saara

Recordo de uma longa caminhada no deserto, em ouvir um silêncio assustador enquanto poupava água. Mas ao ler Esqueletos do Saara, senti uma sede terrível!

Deserto do Negev, Israel. TDM, 2008.

Há 199 anos (28 de agosto de 1815), o Capitão James Riley e sua tripulação, a bordo do brigue norte-americano Commerce, naufragava na costa da África ocidental, junto ao deserto do Saara.

A tripulação estava assustada ao recordar histórias de outros naufrágios, nas quais marinheiros relatavam a brutalidade dos povos locais. Muitos foram escravizados. E seu destino não foi diferente. Cativos, foram negociados como escravos de tribos nômades do Grande Deserto. Dos 12 tripulantes, sete regressaram após negociações com oficiais britânicos e o pagamento de recompensa.

O assustador relato foi publicado pelo próprio Riley em 1817, com o título de An Authentic Narrative of the Loss of the American Brig Commerce e também por Archibald Robbins (A Journal: Comprising an Account of the Loss of the Brig Commerce was accurate to Sufferings in Africa, em 1817), outro sobrevivente. O escritor Dean King em 2005,  lançou a obra Esqueletos da Saara (no Brasil pela Companhia das Letras) onde refaz parte do trajeto percorrido pelos marinheiros e reconta, com vivacidade, as penúrias vividas por eles.

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