Publicado por: TDM | 8 de março de 2012

Turismo e Sustentabilidade?

Em 2009, fui convidado a fazer uma palestra para os alunos de ensino médio da escola estadual de Morretes, que estavam interessados em implementar um curso técnico de turismo na cidade. E contou com a presença da secretária e o diretor da Secretaria de Turismo.

Bem, não sou turismólogo, mas na qualidade de geógrafo tenho acompanhado a literatura sobre o assunto. Meu primeiro questionamento a eles foi: Turismo traz desenvolvimento? E o segundo: Que tipo de desenvolvimento?

Parabéns turista. Morretes (PR). TDM, 2012.

Podemos observar que tudo que é rotulado como Sustentável, “produz”, por si só, uma “tranquilidade” em nossa consciência em relação as nossas ações. Como comentei em outro post.

Ao meu ver, as práticas turísticas em Morretes são desastrosas. No verão, sobretudo próximo aos feriados, vemos uma multidão de pessoas junto aos rios, que até congestionamento de boia-cross está sendo comum.

E o lixo? Quem recolhe? O município tem obrigação de dar destino a imensa quantidade de lixo produzida pelos turistas? Sem falar na Estrada da Graciosa e do desnecessário excesso de veículos circulando no centro histórico. Afinal, vai-se a Morretes para um passeio ou para dirigir?

Pesquisas, projetos públicos ou parcerias com ONG’s, podem mitigar os efeitos nocivos deste turismo desastroso, mas ainda é responsabilidade do turista a sua permanência no local de atração.

A humanidade não se definiu pelo que criou, mas por aquilo que ela escolheu não destruir.
Edward Osborne Wilson

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Responses

  1. Realmente, para cidades históricas dá-lhe turismo, e as consequencias, dá-lhe muitas também! “Sustentável” já foi a palavra da vez, será que ainda é?

  2. Lixo sempre foi e será um grande problema, tanto na Terra quanto no espaço.
    Como moradora do Rio de Janeiro consigo registrar 02 realidades da cidade maravilhosa, purgatória da beleza e do caos. Fico impressionada com a beleza da paisagem, mas ao mesmo tempo, fico aterrorizada com a falta de educação ambiental da comunidade local. Esses dias sai da selva de concreto da Tijuca, e em 15 minutos passei pela Floresta da Tijuca. Um magnífico cenário na Mata Atlântica. Confesso que é difícil imaginar esta transição. Só passando lá para confirmar este fato. Descendo a Serra, passamos por uma favela. Decepção total!O cenário era outro… Acessos irregulares e insuficientes habitações de baixo padrão, inexistência de saneamento básico, o verdadeiro caos. Deparei com cenas antes nunca vistas, acúmulo de lixo em grandes bolsões em distancias longas da avenida. Pessoas jogando lixo para fora do vidro do carro. Que Rio é esse, que muitos consideram “maravilhoso”? “Maravilhoso” talvez seja para turistas, que percorrem os pontos turísticos como: Pão de Açúcar, Arcos da Lapa, Cristo Redentor, Praia de Copacabana e Santa Teresa, entre outros. Mas e para os moradores? Dois filmes que ilustram os 02 extremos: “Rio” com paisagens tão bem desenhadas, uma obra de arte transposto em filme de animação. E a “Tropa de Elite” ilustrando a realidade nas favelas do Rio de Janeiro.
    Diante de tudo isso, de quem é a culpa?
    Talvez seja nossa. Consumistas que aprendemos a consumir de forma inconseqüente e desenvolvendo critérios e valores distorcidos que de fato é um problema de ordem ética, econômica e social.
    Como combater com esta lógica insustentável do consumo irracional?

  3. […] é primeira, segunda e tão pouco a terceira vez que o tema Sustentabilidade é tratado aqui. Pudera, mas a condição […]


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