Publicado por: TDM | 19 de junho de 2009

Dia no sertão

Saí cedo. O ar gélido. O sol havia a pouco se despregado detrás da mata. A geada cobria todo o pasto. A natureza se espreguiçava na manhã fria de quase inverno.

Nesta época do ano, os sertões de Itaiacoca guardam um charme especial. Pinhas ao chão. Fumaça dos fogões. E um céu azul infinito. Um passeio pela manhã até o vale do Guarituba, para rever um amigo, que não estava em casa. Uma esticada até outro sítio para pegar lenha. A lenha da noite. Parada na vila para um talagaço, ou esquenta o peito, assim como ouvi.

A tarde subir em uma Araucária para derrubar a pinha teimosa, que foi crescer lá na pontinha do galho. Plantar algumas mudas de árvore. E no “fim da tarde a terra cora e a gente chora porque é fim da tarde”.

Já é noite. O sol vai mais cedo com medo do frio. A lenha estala na lareira. Um ciscar na frente do calor. O converse. Lá fora “a lua avança e a gente dança venerando à noite”

Amanhã “o sol levanta e a gente canta o sol de todo dia”…

Pasto_Itaiacoca

Por Tiago Martins

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Responses

  1. Um lindo lado poético…gostei muito desse texto!

  2. Tiago, seu texto me faz ir em pensamento até lá…Itaiacoca…lugar lindo e que traz tantas lembranças boas, tantas conversas, tantos encontros…coisas que vivemos juntos e que tanto nos fizeram bem. Qualquer hora vamos repetir estes momentos. OK!!!Continue sempre escrevendo. Beijos


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