Publicado por: Mariana Lenartovicz | 10 de abril de 2009

O que é Arte e para quê?

A palavra Arte vem do latim ars, arts , e na língua latina significa apenas o ato de fazer bem objetos utilitários, com fins práticos. Está aí uma resposta que nada define esse universo, esse mundo de complexibilidade e ao mesmo tempo simplicidade, do real que nos leva a sonhar, que pode ser uma carícia ou um soco no estômago, e que nos dá a oportunidade de inventar um outro universo.

O que é Arte? Encontramos a resposta na sua indefinição. Essa que atrai. A liberdade de não definir, de não rebaixá-la a mesmice da limitação colocando seu significado entre um parágrafo e um ponto. Por isso, em vez de conceituar buscamos falar dos seus aspectos e sua influencia na condição humana, não que ela seja um caminho a ser seguido, ideologia, reflexo do real, mas justamente por ela ser o Real e surgir no nosso meio com essa concretude. Uma música pode ter o poder de nos desvendar, é como se exprimisse todo nosso interior. O teatro tem a possibilidade de nos fazer crer no fantástico, e também pode evidenciar enfurecidamente nossos medos.

Não existe missão da Arte, mas sim, do artista e do espectador. Toda Arte guarda um caráter enigmático, mesmo que simples, que pra cada um possui uma interpretação.

A grande questão que nunca se faz calar é: tudo pode ser Arte? Como fazer essa distinção? Quando essa pergunta permeia as discussões, principalmente nas salas de estudantes de Arte, com certeza não se chegará a consenso nenhum, e nem se deve. Nem tudo é Arte, mesmo tendo ela uma abrangência enorme e transpassar subjetividade. Não poderei explicitar o que é e o que não é, mas apenas transcrever um aspecto que Maria José Justino disse em seu livro “A Admirável Complexibilidade da Arte”: que toda obra de Arte tem uma verdade, a criação. E por isso ela pode ultrapassar gerações e acompanhar a mobilidade do pensamento, trazer à tona denúncias de uma época, seus interesses ou não. Qual a função da Arte? A de existir. Sem compromisso de nos obrigar a sentir ou a fazer algo. Por isso se falou também da “Arte pela Arte”, discurso dos poetas parnasianos e simbolistas no séc. XIX, pela necessidade de justificação utilitária.

Apenas iniciando essa questão e longe de concluir, deixo apenas alguns pensamentos:

“Arte é tudo aquilo que os homens chamam de Arte”

Dino Formaggio

“A Arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”

Pablo Picasso

 

“Um mundo sem Arte corre o risco de ser um mundo fechado ao amor”

João Paulo II

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