Publicado por: TDM | 23 de maio de 2008

Consumo.

A dinâmica social e seus reflexos negativos nos vários âmbitos da existência é uma questão que toma conta de grande parte dos meus pensamentos. Inúmeros autores, dentre a maioria deles cientistas humanos, vieram, num conjunto intelectual de idéias, a esclarecer, ou pelo menos clarear, aquilo que vivemos todos os dias. Estou convencido de que parte das respostas para uma alternância dos processos produtivos (sejam eles de todas as ordens) parte destas reflexões; hoje tão descartadas em função de uma busca profissional imediatista. Este, um outro reflexo desta negatividade.

 
Mas estes comentários servem apenas para introduzir uma observação: a quantidade de produtos que consumismos sem a menor necessidade. E não estou falando do consumismo de celulares e demais…Mas sim da quantidade de embalagens as quais temos nossas vidas empacotadas.

Fui ao mercado aqui, ou em qualquer outro que tenha ido anteriormente e a visão é a mesma: uma quantidade imensa de embalagens embalando outras embalagens, que por sua vez embalam um produto que nos é dado em uma outra sacola. Paga-se por tudo, é claro.

Recentemente assisti a um vídeo norte americano intitulado The Storie of the Stuff. De uma maneira até infantil, o vídeo ilustra aquilo que já fora apregoado por inúmeros intelectuais, como funcionam os processos de produção. Não me fazendo de marxista (ou pior, pseudomarxista), acredito que as ciências sociais podem vislumbrar soluções, se não permanentes, ao menos ‘paleativamente eficazes’ que venham a agir contrariamente a estes processos. Afinal, tudo se inicia na sociedade.

Obs:
Pseudomarxista, segundo minha definição, é o tipo de cara que tem um monte conjunturas político-sociais que são profetizadas numa conversa de bar, em todos os bares; mas que na verdade não consegue tirar a bunda da cadeira para nenhuma ação, nem mesmo para ler os trabalhos de Marx.

 
Paleativamente eficazes, ainda segundo minha observação, são medidas que não vão realmente mudar o que já existe, mas que talvez faça ficar menos pior…

Ainda inspirado por Lévi-Strauss

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Responses

  1. Oi. É verdade, precisamos urgentemente pensar mais e agir em favor deste planeta.Não precisamos de tantas coisas assim.Acabamos por nos deixar levar e muitas vezes exageramos…Levar uma vida mais simples é o grande segredo, e c/ certeza é o melhor…Beijos

  2. O ter a muito tempo superou o ser.Essa busca incessante em consumir, vem demonstrar o vazio enorme que as pessoas tentam preencher em suas vidas.Porém se torna algo impossível,pois nunca preenche,sempre falta,a insatisfação permanece.As pessoas são carentes do ser e não do ter,precisam de contato, de intimidade, de afeto, do outro e não do objeto, do material.Como não conseguem mais conviver, fazer trocas,se doar;o ter,parece, aparentemente, a melhor alternativa.Um dia ouvi de um padre(Padre Fábio De Mello),que parentesco não é garantia de nada, você pode ter família, parentes, mas se não tiver intimidade,proximidade, de nada adianta.Achei ótima esta colocação,pois também acredito que se não buscarmos esta intimidade, cada vez mais buscaremos o ter na tentativa de poder se aproximar do outro.O ser esta muito além do ter!A questão é muito mais complexa,do que apenas uma consciência ambiental, não é mesmo?!


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